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_ segunda-feira, 19 de outubro de 2009 | 07:48 |
Quando se levantou da cama, não fazia a menor idéia de que horas eram, mas sabia perfeitamente que era hora de levantar.
Não durmira; apenas ficara por um bom tempo deitado e entregue a seus sentimentos mais profundos e angustiantes. Não tristes, tristeza era uma palavra que não cabia na cena; apenas a entrega total de si a si mesmo.
Sabia que dentro de pouco tempo alguém notaria, e seria dificil esconder o quê acontecera.
Olhou-se no espelho e viu um rosto estranho: o seu. Quer dizer, sabia que o rosto era seu, mas não se reconhecia nele.
Sempre quisera ver aquela expressão em seu rosto, mas agora que via sentia um misto de inveja e pena; e sabia bem que seu verdadeiro eu nada tinha a ver com ele, esse que daquele momento em diante seria somente um fantasma naquela mente cruelmente assustadora.